Computador com dados de quadrilha é furtado do MP

Um computador com informações sobre a operação que desmantelou o esquema de licitações foi levado do Gaeco


Um computador com informações sobre a operação que desmantelou o esquema milionário que atuava em fraudes de licitação foi furtado na madrugada desta quinta-feira (23/09) da sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que fica dentro do Ministério Público, em Campinas.
 
A perícia policial vistoriou a sala do Ministério Público para fazer uma avaliação detalhada e coletar informações que possam esclarecer o ocorrido.
 
As primeiras informações são de que os ladrões entraram pela janela e levaram apenas o computador e o monitor. Isso indica que eles conheciam o prédio e que sabiam exatamente qual era o computador onde estavam as informações da quadrilha. O Gaeco disse que algumas informações desse computador foram analisadas e o restante estava passando por avaliação. Parte delas estava salva em um backup e não foram perdidas.
 
Backup
 
Durante a tarde, diferente do que foi informado pela assessoria de imprensa do Ministério Público, todas as informações que estavam armazenadas no computador furtado possuem backup
 
Entenda o Caso
 
A polícia desmantelou, em Campinas, na última semana uma quadrilha que fraudava licitações públicas em todo o estado de São Paulo. A ação foi organizada por uma força-tarefa entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a Corregedororia da Polícia Civil de São Paulo e o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo (Deinter). 
 
A quadrilha fazia as fraudes através da corrupção dos agentes públicos responsáveis pela licitação ou através do ajuste com empresas concorrentes, sempre através da entrega de vantagens financeiras. Dois empresários de Campinas, Maurício de Paulo Manduca e Emerson Geraldo de Oliveira, eram os responsáveis por articular as fraudes com políticos e funcionários públicos dessas prefeituras. Os foragidos identificados como Natanael Cruvinel de Souza e José Luís Cortizas Pena cumpriam o papel de gerente e diretor dessas empresas.
 
Oito pessoas foram presas em Campinas, entre elas empresários da área de publicidade. Dos presos, dois são de Indaiatuba. Há também acusados da capital paulista.