Cerca de R$ 1 milhão é apreendido em Pitangui durante a Operação ‘Paieiro’

Ação foi deflagrada pelo MPMG, Polícia Civil e Receita Estadual para comprovar a prática de sonegação fiscal por um fabricante de cigarros de palha.


A Operação “Paieiro”, deflagrada em conjunto pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Centro de Apoio Operação das Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), pela Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) e Polícia Civil, apreendeu cerca de R$ 1 milhão em Pitangui nesta quinta-feira (13).

De acordo com o MPMG, a ação faz parte de investigações que apuram um suposto esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo um grupo de fabricantes de cigarros de palha e cachaçaria. O MPMG estima que a sonegação tenha causado um prejuízo de R$ 20 milhões aos cofres públicos.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em endereços comerciais e residenciais. Além do dinheiro, também foram apreendidos documentos e cigarros na ação.

O MPMG informou que as investigações tiveram início após auditorias encontrarem irregularidades nas contas do grupo, especialmente após o quantitativo de notas fiscais recebidas e emitidas pelas empresas contribuintes. A confrontação destes valores “revelou indícios da venda de cigarros de palha e cachaça, em grande quantidade, desprovidos de documento fiscal”.

De acordo com o promotor do Caoet, Hugo Barros, a conta da empresa movimentou cerca de R$ 6 milhões apenas no mês de agosto de 2018. “Nos demais meses, também movimentaram grandes quantias de dinheiro e depois compraram bens e colocaram em nome de empresas de participação como forma de blindar esse patrimônio”, disse.

O MPMG afirma que, durante as investigações, foi descoberto que o grande volume de produção e venda de produtos não declarados gerou um lucro que pode ter sido utilizado para a compra de vários imóveis, alguns de alto valor, em bairros nobres de Belo Horizonte e Nova Lima.

O MPMG também solicitou à Justiça o bloqueio de contas bancárias relacionadas ao grupo para ressarcir os cofres públicos.

A operação contou com a participação de três promotores, dois delegados, 18 agentes da Polícia Civil e 29 servidores da Receita Estadual.