Bope deflagra megaoperação contra tráfico de drogas e lavagem de dinheiro


O Ministério Público do Paraná (MP-PR), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou uma megaoperação em apoio aos policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na manhã desta terça-feira (1). A ação, que aconteceu depois de meses de investigações, foi programada para acabar com uma quadrilha de traficantes de drogas e também lavagem de dinheiro com policiais no esquema.

Ao todo foram 14 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Entre os presos estão dois policiais militares, que atuavam como fornecedores de droga, conforme informou a PM. As diligências para dar cumprimento aos mandados e prender todos os suspeitos começaram logo pela manhã. De todos os mandados, apenas um não foi cumprido e o suspeito é considerado foragido.

De acordo com o major Luiz César Gonçalves, as investigações começaram em março e algumas pessoas já foram presas por envolvimento na quadrilha. “Além disso, também tivemos várias apreensões de drogas enquanto ainda eram trazidas para o bando”, explicou. Ao todo, foram duas toneladas de maconha, três quilos de haxixe, um quilo de cocaína, três armas, quatro veículos roubados e sete veículos apreendidos.

Trabalho interno

A descoberta da quadrilha se deu através da própria Polícia Militar, que começou as investigações por conta própria. Segundo o major, os dois policiais presos eram quem comandavam a distribuição de toda a droga que chegava ao bando. Eles eram subordinados a dois grupos, que agiam juntos, mas em determinado momento brigaram e a quadrilha, que era uma só e forte, se transformou em duas.

Segundo as investigações, as duas quadrilhas agiam em Curitiba, em São José dos Pinhais e em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. Nesta segunda, além de quantias pequenas de drogas, os policiais também encontraram muitos cheques que totalizaram R$ 1 milhão. Também foram apreendidos aproximadamente R$ 17 mil em dinheiro.

Os detidos foram todos encaminhados ao Gaeco e estão à disposição da Justiça. Dos mandados de prisão, dois foram cumpridos dentro do próprio sistema prisional, pois os homens já estavam presos. Além de todos os detidos, 12 adolescentes foram apreendidos desde o começo das investigações.

Os dois soldados, um que estava há 11 anos e o outro há 6 na corporação, devem passar por procedimento interno administrativo disciplinar e, se julgados, podem até ser excluídos. A PM não divulgou de qual batalhão os dois policiais eram.