Bispo de Formosa vira réu por lavagem de dinheiro


O juiz da 2ª Vara Criminal de Formosa, Fernando Oliveira Samuel, aceitou a denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO) contra o bispo local, dom José Ronaldo, e mais cinco sacerdotes e os tornou réus.

Outros dois empresários, que seriam laranjas nas operações criminosas, também serão processados. Os religiosos já estavam em prisão temporária, cujo prazo vencia nesta sexta-feira (23) e foi transformada em preventiva.

De acordo com o juiz, os sacerdotes poderiam interferir no caso se estivessem em liberdade. Agora eles responderão pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

O caso é fruto da “Operação Caifás”, que desde 2015 investiga os membros da diocese de Formosa, em Goiás, e locais relacionados – englobando 33 igrejas e 20 paróquias. José Ronaldo, o vigário-geral de Formosa, Epitácio Cardozo Pereira, e os sacerdotes Moacyr Santana, Mário Vieira de Brito, Tiago Wenceslau e Waldson José de Melo foram acusados de desviar mais de R$ 1 milhão do dízimo da Igreja.

O dinheiro teria sido utilizado para a compra de uma fazenda de gado e de uma casa lotérica em Posse, além de relógios de grife, correntes de ouro e um celular via satélite, que já foram apreendidos. (ANSA)