BC encerra consulta sobre lavagem de dinheiro


A consulta pública promovida pelo Banco Central (BC) para proposta de norma que trata dos procedimentos que os bancos devem adotar na prevenção à lavagem de dinheiro e no combate ao financiamento do terrorismo recebeu 489 sugestões e comentários, um recorde para a autarquia. O prazo para o registro de manifestações se encerrou na última segunda-feira.

A grande maioria dos comentários são manifestações contrárias à proposta do BC, divulgada há dois meses, de excluir os parentes de políticos da relação de clientes que devem demandar um monitoramento mais rigoroso das instituições. A iniciativa gerou críticas de que a autarquia estaria afrouxando o controle da movimentação de recursos pela classe política.

O BC argumenta que a proposta de nova regulamentação, que também acabou com o limite de R$ 10 mil como valor de referência para operações que devem ser comunicadas pelos bancos ao Coaf, está em linha com as práticas internacionais. O princípio, segundo a autarquia, é que as instituições financeiras devem ter a responsabilidade de monitorar todas transações, independentemente de valor ou do cliente, e reportar o que considerar suspeito ou fora do padrão.

A circular será publicada depois que a autarquia avaliar as sugestões e entrará em vigor em 180 dias depois da publicação.