Bando usa tecnologia para furtar R$ 160 mil

Quadrilha utilizou um notebook para burlar o sistema de informática de um caixa eletrônico que fica dentro de uma agência do Banco do Brasil no centro de Ferraz


Crime ocorreu durante o carnaval, mas só ontem funcionários da agência registraram a queixa
 

A ação criminosa de uma quadrilha surpreendeu até mesmo a polícia de Ferraz de Vasconcelos no último carnaval. Os bandidos furtaram R$ 168.690 de um caixa eletrônico do Banco do Brasil, que fica no centro da cidade, sem usar um maçarico ou uma bomba caseira para arrombar o equipamento. Os assaltantes teriam usado alta tecnologia, com programas para desconfigurar o sistema do banco, como principal ferramenta. É a primeira vez que uma técnica como essa é registrada na região.

 

Segundo apurou o DAT, na última segunda-feira uma quadrilha invadiu a agência do banco que fica na avenida Brasil e instalou um equipamento no caixa eletrônico. Os bandidos teriam ligado a máquina a um notebook, de onde modificaram a configuração do caixa. A polícia acredita que o bando conta com profissionais especializados em informática, devido à complexidade do crime cometido.

 

"Confesso que não vi nada do tipo nos últimos anos. Normalmente os bandidos arrombam os caixas para retirar o dinheiro, mas desta vez eles usaram tecnologia de ponta para o crime. A máquina liberou todo o dinheiro sem que fosse detectada qualquer falha no sistema", comentou o delegado titular de Ferraz, Wagner Lombisani.

 

O caso foi encaminhado à Seccional da Polícia, que deve colaborar nas investigações. "Vamos tentar encontrar onde esse tipo de crime já ocorreu. Aqui na região eu nunca vi. Existem muitos roubos a bancos, mas não desta forma. Não só os funcionários do banco, mas a polícia ficou surpresa com o caso", concluiu o delegado.

 

A demora dos representantes do banco em registrar a ocorrência dificultou o trabalho da Polícia Civil. Apenas ontem de manhã um funcionário compareceu na delegacia para falar sobre o caso. O banco não informou se possui imagens gravadas pelas câmeras de monitoramento.

 

Apesar de toda a dificuldade em conseguir informações sobre o caso, peritos do Instituto de Criminalística (I.C.) foram encaminhados ao local do crime.