Bancos respondem por metade das comunicações ao Coaf

Em cinco anos, comunicações atípicas ao Conselho aumentaram 264%


A lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo corroem a imagem das instituições bancárias. Esse foi o tom dado por Murilo Portugal, presidente da Febraban, na abertura do 3º Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo da Febraban, iniciado nesta quarta-feira, 14.

Em termos percentuais, o número de comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) cresceu mais do que o número de novos clientes e transações. Em cinco anos, as transações cresceram 68%. O número de clientes saltou de 110 para 135 milhões de pessoas.

Já as comunicações atípicas dirigidas ao Coaf aumentaram 264% nesse período. Desde 1998, foram 7,2 milhões de comunicações de operações atípicas. Destas, o setor financeiro responde pela metade. Portugal destacou a atuação da entidade não só pela quantidade de comunicações, mas também pela efetividade e tempestividade.

Na abertura do evento foi lançado um normativo que vai fazer parte do sistema de regulação bancária, e já aceito por 57 instituições bancárias. "A ideia do normativo é não só melhorar e prevenir, mas harmonizar procedimentos operacionais", diz Portugal.