Bancos cancelam contas de investidores em criptomoedas no Brasil


Alguns investidores brasileiros de criptomoedas já tiveram suas contas canceladas por bancos. Dessa forma, as instituições impediam que investidores no país continuassem movimentando suas contas utilizadas em operações com criptomoedas. Além disso, exchanges brasileiras têm sofrido o mesmo destino ao verem suas contas canceladas por bancos no país.

O Brasil não possui legislações em relação as criptomoedas e por isso muitos negócios correm risco. Ao não reconhecer as criptomoedas como forma de negócio, operações envolvendo ativos digitais podem ser classificadas como duvidosas por instituições bancárias. A falta de legislação e a arbitrariedade das instituições bancárias fez com que alguns casos fossem parar no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Algumas corretoras como o Mercado Bitcoin, por exemplo, já teve contas canceladas por instituições bancárias brasileiras. Dessa forma, atividades da exchange foram comprometidas por ter contas bloqueadas que impediam a movimentação de dinheiro fiduciário pela empresa. Sendo assim, milhares de investidores e clientes podem ser afetados com esses bloqueios. No caso do Mercado Bitcoin, o caso foi parar na justiça brasileira.

Mas além de corretoras de criptomoedas, operadores profissionais de ativos digitais enfrentam problemas no Brasil. Alguns operadores já tiveram suas contas encerradas em instituições bancárias, após movimentações em relação as criptomoedas. Isso dificulta investimentos em ativos digitais, que ainda não possui legislação específica no Brasil. Sendo assim, a atitude dos bancos deve ser analisada através do (CADE) junto a justiça no país.

Um dos investidores teve até problemas para reaver o valor que encontrava-se em sua conta bloqueada no Brasil. Segundo uma entrevista ao Estadão, Rafael Felicio precisou vender bens para conseguir honrar com operações financeiras ao ter seu dinheiro bloqueado. O investidor de criptomoedas teve uma conta encerrada em um banco brasileiro e teve sérios problemas para conseguir seu dinheiro de volta, “preso” pela instituição bancária.

Outro investidor que reclama dos serviços bancários em relação as criptomoedas é Glaydson Cunha. O investidor afirmou que precisa fazer 15 transferências eletrônicas diariamente para conseguir operar no mercado de criptomoedas. Além disso, Glaydson também teve suas contas bloqueadas e utiliza terceiros para investir em criptomoedas.