Após rastrear bens de traficantes, Ministério Público denuncia 16 pessoas por lavagem de dinheiro em Resende


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciou 16 pessoas pelo crime de lavagem de dinheiro em Resende, no Sul Fluminense, após rastrear os bens e valores movimentados por uma quadrilha de traficantes. Desses, pelo menos sete tem relação de parentesco com o suposto traficante Denilson Benaqui Cortat, conhecido como Carvoeiro ou D-1. A mãe do criminoso, identificada como Maria Auxiliadora Benaqui Cortat, conhecida como Vovó do Pó, foi denunciada. À exceção dela, os outros também foram denunciados pelo crime de quadrilha e nove já respondiam a uma ação penal pelo crime de associação para o tráfico.

Durante as investigações, o MP identificou os "laranjas" utilizados no esquema para a lavagem do dinheiro. De acordo com a denúncia, para ocultar o dinheiro do tráfico, a quadrilha movimentava pelo menos dez contas bancárias em sete bancos diferentes. Além disso, fazia a lavagem de dinheiro comprando carros e imóveis, registrados em nome de pessoas sem antecedentes criminais, e criando diversas empresas em Resende e Quatis.

Entre as pessoas jurídicas envolvidas no esquema, o MP identificou a Drogaria Benaque e Dinis Ltda. (nome fantasia ABC Farma), de Quatis, a Dois Irmãos Autopeças Ltda. e a Verona Autopeças Ltda. Entre os veículos adquiridos estão quatro carros e uma motocicleta. O chefe do esquema possuia ainda uma casa em um condomínio em Ubatuba, em São Paulo.

Também foram denunciados a mulher do traficante, Fernanda Damiana Páscoa, a tia, Neide Maria Santos Benaque, a tia-avó Bárbara Coutinho Benaque, os primos da mulher do traficante, Cláudia da Páscoa Silvério e Alex da Páscoa Silvério, o tio de Cláudia, Moacir Freire da Páscoa, Fernando Antônio Tavares, Raquel da Silva Diniz, Roberta Aparecida de Jesus Alves, Marcionil da Silva, Sheila da Silva, Wilson Lélio Castro Carmo, Iva da Silva Costa e Cláudio Homero do Carmo Lobão.