Aplicação de R$ 70 mi da Previ-Rio está sob suspeita


Aplicações financeiras suspeitas do Instituto de Previdência do Município do Rio de Janeiro (Previ-Rio) vieram à tona na semana passada, com a tentativa da Prefeitura do Rio de reaver cerca de R$ 70 milhões da fundação destinados a um fundo de investimento da gestora Aster, criada há três meses. A principal aplicação do fundo da Aster, que tem patrimônio de R$ 89,5 milhões, é um título de crédito da Casual Dining S.A., dona do restaurante Garcia & Rodrigues. Essa empresa, que recebeu cerca de R$ 62 milhões do fundo, ganhou a licitação para operar restaurante no Parque do Flamengo – que era explorado pela rede Porcão – com uma proposta de aluguel mensal de R$ 512 mil, o dobro do oferecido pelo concorrente. Segundo o jornal "O Globo", o Porcão obteve liminar para permanecer no local, sob alegação de situação fiscal irregular do concorrente. O prefeito estaria desconfortável com a aplicação da Previ-Rio, dado conflito de interesses. Além disso, o diretor de relações com investidores da Casual Dining, José Eduardo Assunção, é o mesmo que assina o prospecto do fundo da Aster. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já exonerou o presidente e o diretor financeiro da fundação. A prefeitura já entrou com pedido de liminar para bloquear a aplicação, provocando congelamento do fundo. A Câmara dos Vereadores se articula para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as supostas irregularidades.