Amigos de Maduro são acusados de lavagem de dinheiro nos EUA


Dois amigos íntimos do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foram acusados nos Estados Unidos de lavagem de dinheiro e sancionados pelo Tesouro por “corrupção e fraude significativas em detrimento do povo venezuelano”, informaram as autoridades americanas nesta quinta-feira.

O governo de Donald Trump tomou medidas contra o ex-ministro da Energia Elétrica da Venezuela e ex-presidente da estatal venezuelana Corporación Eléctrica Nacional (Corpoelec), Luis Motta Dominguez, substituído por Maduro em meio aos apagões que atingiram o país em março.

Também sancionaram Eustiquio José Lugo Gómez, ex-funcionário da Corpoelec e atual vice-ministro de Finanças, Investimentos e Alianças Estratégicas do Ministério de Energia Elétrica.

“Essas pessoas estão envolvidas em uma corrupção desenfreada”, disse o Departamento de Estado, atribuindo a ambas a responsabilidade direta pela deterioração e falha do sistema elétrico venezuelano.

De acordo com um comunicado, os venezuelanos sofreram mais de 23.860 cortes de energia este ano devido à “corrupção e má administração” de Maduro e seus funcionários.

Motta e Lugo também foram apontados pelo Departamento de Justiça americano por conspirar com outros para lavar os lucros obtidos por meio de um esquema de suborno usando bancos no sul do estado da Flórida.

Segundo a acusação formal, Motta e Lugo ofereceram a três empresas com sede na Flórida mais de 60 milhões de dólares em contratos de compra com Corpolec em troca de subornos que foram pagos para eles, ou em seu benefícios.

As autoridades não informaram o paradeiro de Motta, de 60 anos, nem de Lugo, de 55.