Agiota brasileiro é investigado por lavagem de dinheiro e ocultação de bens

Ramiro Afonso Queiroz atua como doleiro e realiza remessas de dinheiro dos EUA ao Brasil


Aproximadamente em 2000, Ramiro Afonso Queiroz saiu de Belo Horizonte (MG), após a empresa dele “Cerealista Ramiro Ltda.” ter falido, e radicou-se em Massachusetts. Na região, ele tornou-se conhecido por emprestar dinheiro a juros (agiotagem) principalmente aos comerciantes de concessionárias de automóveis usados locais. Além disso, ele atua como doleiro e realiza remessas de dinheiro. As transações são feitas através da conta bancária da ex-esposa, Kátia Pais Queiroz França, com quem tem 2 filhas. As informações são do blogger Jehozadak Pereira (MundoYes.com) e do site Brazilian Globe.

Entre 2013 e 2015 circularam pela conta de Kátia o equivalente a US$ 525,433.32 (R$ 2.047.036,49), uma quantia completamente incompatível com a renda dela. Esse volume de dinheiro, consequentemente, chamou a atenção das autoridades brasileiras, que deram início à uma investigação. Além disso, entre maio de 2015 e fevereiro de 2016, foram depositados US$ 443,478.27 (R$ 1.727.747,67) e sacados US$ 414,625.45 (R$ 1.615.339,93). A conta bancária de Kátia registrou 1.187 operações, fazendo com que Ramiro fosse indiciado por lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos e valores.

Além disso, Ramiro teria realizado remessas de dinheiro para Cléber Sandro Pezente, que tem um processo judicial por tráfico internacional de arma de fogo, aberto em 2011, na cidade de Turvo (SC). Ele também tem um mandado de prisão em aberto na jurisdição de Jaguaruna (SC). Cléber vive nos EUA, mas é procurado pela justiça no Brasil.

Primeiramente, as remessas de dinheiro vindas dos EUA passavam pela conta corrente de Kátia, que reside em Belo Horizonte (MG), e, posteriormente, eram distribuídas em outras contas. As transações chamaram a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), consideradas pelo órgão como evasão de divisas e câmbio de moeda estrangeira. No total, foram enviados por Ramiro remessas para 49 contas. Kátia teria alegado que a conta aberta no Banco do Brasil seria para que o ex-esposo enviasse dinheiro para o sustento das filhas. Ela acrescentou que Ramiro informava os valores e que não conhecia as pessoas com quem fazia transações financeiras através da conta dela. Ela é titular de 6 contas correntes, embora somente uma delas tenha chamado a atenção dos agentes do COAF.

A ação judicial, Kátia é acusada participar do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, que podem resultar em detenção. Caso seja condenado no Brasil, Ramiro poderá ser deportado dos EUA para cumprir pena.

O Brazilian Globe ouviu Queiroz, que alegou ser vítima de inveja e ciúmes e que não é processado judicialmente no Brasil.