Advogado é preso em Anápolis suspeito de integrar organização criminosa para lavar dinheiro

Segundo a polícia, Castilo Abdala Neto usava a profissão para intermediar ordens de líderes da organização que atuava em GO, SP e MT. OAB de Anápolis acompanha o caso e diz que, nesse momento, "não cabe emitir qualquer juízo de valor acerca da conduta do


Um advogado foi preso nesta terça-feira (30) em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, dentro operação Advocatus Diaboli comandada pela Delegacia de Repreensão ao Crime Organizado (Draco) de Goiás. Segundo o delegado responsável, Alexandre Bruno Barros, o advogado Calisto Abdala Neto é suspeito de participar de um “forte esquema de lavagem de dinheiro a partir de roubos e receptações em Goiás, São Paulo e Mato Grosso”.

G1 tenta saber quem cuidará da defesa do advogado. Já o presidente da Ordem dos advogados de Anápolis, Jorge Henrique Elias, informou, em nota, que órgão está acompanhando o caso e “que em atenção ao princípio constitucional da presunção da inocência, não cabe à OAB ou qualquer outro órgão, nesse momento, sem que haja o devido processo legal, emitir qualquer juízo de valor acerca da conduta do advogado em questão”. (veja a nota na íntegra abaixo)

O mandado de prisão preventiva contra o advogado foi cumprido nas primeiras horas da manhã. Para o delegado, Calisto, aproveitando-se da sua condição de advogado, fazia a intermediação entre os líderes dos núcleos da organização criminosa, que já estão presos. Entre os investigados tem um hacker.

Ainda segundo a polícia, o advogado é investigado como suspeito de ocupar posição de destaque em uma estruturada facção paulista, especialmente na lavagem.

“A principal atividade deles aqui no estado é a de e receptações de caminhões. Esses caminhões eram roubados nas rodovias, eram adulterados e essa adulteração era de muitíssima qualidade, que se aproximava do original. Estes caminhões eram comercializados fora do estado e dentro de Goiás e utilizados em empresas que foram abertas por essa organização criminosa para lavar dinheiro. Esse dinheiro auferido do tráfico de drogas, do roubo de caminhões, nessas adulterações e falsificações”, afirmou Alexandre Bruno.

Em Goiás, com a prisão do advogado, segundo o o delegado, a organização foi completamente desarticulada.

Nota OAB Anápolis

“O Presidente da OAB ANÁPOLIS, Dr. Jorge Henrique Elias, informa que desde a deflagração da operação, está acompanhando o caso, por intermédio do Presidente da Comissão de PRERROGATIVAS e do Presidente da Comissão de DIREITO CRIMINAL, garantindo assim o estrito cumprimento da Lei e a observância das prerrogativas do Advogado.

A OAB ANÁPOLIS salienta que em atenção ao princípio constitucional da PRESUNÇÃO DA INOCÊNCIA, não cabe à OAB ou qualquer outro órgão, nesse momento, sem que haja o devido processo legal, emitir qualquer juízo de valor acerca da conduta do Advogado em questão”.