Acusado de entregar dossiê da Lava Jato é afastado por 20 dias da PF


A Corregedoria da Polícia Federal decidiu afastar por 20 dias Flávio Werneck em virtude do episódio referente ao dossiê envolvendo o juiz Sérgio Moro. Apesar de não evidenciar a participação direta do policial, a corporação resolveu aplicar suspensão a Werneck. A decisão consta na conclusão do processo administrativo disciplinar interno aberto em 2016 para investigar o caso. O resultado foi publicado nesta quarta-feira (9/5) no Diário Oficial da União.

À coluna, Werneck afirmou que vai recorrer ao Judiciário. Para ele, a penalidade é “arbitrária” e tem o intuito de desqualificar sua atuação. “A liberdade de expressão e atos inerentes à representação dos policiais federais não podem ser cerceados ou passíveis de processos administrativos sem isenção”, acredita.

Hoje, Flávio é vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Em 2016, ele foi acusado de entregar ao então ministro da Casa Civil, Jacques Wagner (PT), um dossiê contendo informações contra o juiz Sérgio Moro e investigadores da Operação Lava Jato. O petista, contudo, negou o recebimento.

Além disso, o policial denunciou a existência de mais de 30 delegados da Polícia Federal cedidos ao Ministério da Justiça em 2016 (ainda na gestão do petista José Eduardo Cardoso), quando a imprensa questionava a PF sobre os vazamentos seletivos da Operação Lava Jato.