5 práticas para prevenção do risco de integridade

Saiba como proteger a sua organização de perdas decorrentes deste risco

A integridade é um princípio fundamental da boa governança corporativa, uma estratégia eficaz no combate à corrupção, fraudes e desvios de conduta dentro das instituições e destas perante a sociedade. 

Os riscos de integridade podem comprometer significativamente os valores e as políticas de uma instituição, assim como a realização de seus objetivos, sendo capazes de causar danos financeiros e/ou reputacionais muitas vezes irreparáveis.

Após o fenômeno das redes sociais, por exemplo, foi potencializado o grau de risco para uma instituição em ter o seu nome associado às atividades acima citadas ou ainda a crimes socioambientais, uma vez que situações como essas ganham mais visibilidade e são muito mal vistas pela sociedade em geral.

Confira 5 práticas que podem contribuir para preservar a sua instituição de perdas decorrentes do risco de integridade:

1. Adote um Programa de Integridade aderente à Lei Anticorrupção

Para assegurar a integridade dos seus processos e das relações de negócios mantidas com terceiros, as organizações precisam adotar e implementar um Programa de Integridade eficaz e aderente aos requisitos da Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13) e do Decreto 8.420/15, os quais estabelecem pesadas punições para a organização, além de responsabilizar individualmente os demais envolvidos.

2. Conheça seus funcionários, fornecedores e parceiros de negócio

Coletar, armazenar e monitorar as informações sobre terceiros e suas relações com a organização ajuda a prevenir riscos reputacionais, pois essas ações possibilitam a identificação e o adequado tratamento de operações e situações consideradas atípicas ou suspeitas.

Em outras palavras, as ações de due diligence de terceiros contribuem de forma significativa para a identificação de situações de risco reveladas através dos procedimentos e controles internos ou por meio de bases reputacionais que acabam por conferir maior segurança na concretização de negócios.

Um importante diferencial vem a ser o uso de ferramentas tecnológicas que alie grandes volumes de dados de perfis CPF e/ou CNPJ com qualidade. A escolha pela ferramenta certa acaba por garantir maior assertividade e otimização de tempo.

3. Treine e conscientize as suas equipes

gea_site_insight_helc3b4-900x479201-3642356

Capacitação e reciclagem profissional são mecanismos que ajudam as organizações na prevenção do risco reputacional. Uma equipe bem treinada é capaz de assimilar e atuar em conformidade com as políticas, normas e diretrizes corporativas, permitindo ainda que identifiquem, com maior facilidade, desvios que possam comprometer a integridade das relações internas e com terceiros.

Vale lembrar que os treinamentos devem ter como premissa atender às leis, normas e boas práticas do setor no qual a instituição está inserida.

4. Responsabilidade Socioambiental

Episódios relacionados a desastres ambientais, racismo, assédio sexual, uso de mão de obra infantil ou escrava, maus tratos de animais, entre outros, também podem causar prejuízos imensuráveis à imagem de uma organização.

Criar práticas sustentáveis; orientar e treinar os colaboradores sobre medidas de segurança a serem adotadas; monitorar os dados e informações de clientes e demais pessoas com as quais a corporação mantém relações de negócios; e respeitar as leis e regulamentos trabalhistas, ajudam na prevenção do risco reputacional.

Em se tratando das instituições financeiras, estas devem adotar diretrizes de acordo com Política de Responsabilidade Socioambiental (PRSA), conforme dispõem a Resolução Bacen 4.327/14 e o Normativo SARB 14/2014 da Febraban.

5. Crie canais de denúncias

As organizações devem incentivar os seus colaboradores, clientes e parceiros a comunicarem desvios de conduta, comportamentos antiéticos e ações suspeitas. Isso poderá permitir a identificação e o adequado tratamento de situações que configurem violações às regras e princípios éticos da corporação.

Certamente, fica a critério de cada instituição a escolha pelo melhor canal a ser utilizado para o acolhimento de denúncias, que pode ser desde um serviço externo especializado, como também um canal na intranet, um número de telefone ou até mesmo uma conta de e-mail específica. O importante, nesse caso, é que seja disponibilizada uma ferramenta ágil e segura para a realização das denúncias e que também seja assegurada a confidencialidade do denunciante e aplicada a política de não retaliação.

Banner Risk Money Due Diligence