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Due Diligence: o que é, como fazer e a sua importância

Due Diligence é uma palavra inglesa, que significa “diligência devida”. No contexto corporativo, expressa as ações de pesquisa e análise de informações sobre uma empresa privada ou pessoa. É essencial antes de fechar novas parcerias, pois auxilia na avaliação e prevenção de riscos de envolvimento em fraudes e condutas ilícitas.

Nessa análise, são observados aspectos do segmento onde atua a possível parceria, características, complexidades do negócio e valores envolvidos, entre outros pontos.

Due Diligence: tipos mais comuns

Due Diligence de Compliance
Um dos pilares do compliance, ganhou  força com a Lei Anticorrupção (12.846/2013). Previne a instituição ser vinculada ou se envolver em fraudes e condutas ilícitas.

Due Diligence para Terceiros
São procedimentos para avaliação reputacional de parceiros, fornecedores e prestadores de serviços.

Due Diligence em Fusões e Aquisições
Analisa-se operações, patrimônio, ativos, passivos, lucro e outras informações da empresa para identificar os riscos envolvidos no negócio.

Due Diligence Ambiental
Deve ser feito no relacionamento com empresas que geram impactos direto no meio ambiente, analisando o cumprimento de leis e procedimentos obrigatórios.

Due Diligence Trabalhista
Relacionada com o RH, verifica se a empresa parceira cumpre com normas trabalhistas, opera em conformidade com as boas práticas legais e éticas.

Due Diligence no contexto de PLD-FT

É um processo que exige uma completa gestão dos riscos aos quais a instituição assume ao fechar uma parceria específica.

Em PLD-FT, antes de fechar a parceria, é preciso uma avaliação profunda das as informações da empresa envolvida. A devida diligência deve ser feita levando em conta aspectos reputacionais, jurídicos e financeiros relacionados.

Esse procedimento inclui, ainda, o monitoramento das Pessoas Expostas Politicamente (PEPs) que também podem estar relacionadas na negociação.

Perguntas que podem ajudar no começo da devida diligência:

Qual o porte da empresa envolvida na negociação?
Quais serviços e produtos ela possui?
O parceiro é PEP? Se sim, quais suas relações políticas?
Quais benefícios e riscos para a reputação da sua instituição?
Qual a reputação da empresa na mídia?

As ações relacionadas à devida diligência vão depender de alguns vão depender de alguns pontos específicos da instituição. O setor onde atua, o órgão regulador relacionado, as características do negócios são aspectos que influenciam.

O processo de aceitação de novos clientes precisa se ajustar à política dos Programas “Conheça”. Os pontos abaixo podem servir como primeiros pontos de atenção no análise do possível parceiro comercial:

  • Presença em listas restritivas
  • Registro em listas restritivas internacionais
  • Sanções socioambientais
  • Envolvimento com trabalho escravo
  • Punições por crimes financeiros
  • Pessoa Exposta Politicamente
  • Quadro societários
  • Mudança de endereço ou CNAE

O due diligence pode ser feito por profissionais de consultorias especializadas, equipes com especialistas de área de Advocacia, Contabilidade, Economia e Administração. A composição das equipes depende do tipo e da complexidade de cada operação comercial.

Ferramentas para o due diligence

Em relação à avaliação dos riscos, os processos de Due Diligence não acabam após a liberação do cliente. As responsabilidades da instituição, previstas em lei, continuam em todo o relacionamento comercial.

Existem ferramentas no mercado que auxiliam nas ações de avaliação e monitoramentos constantes dessas parceiras. Com recursos tecnológicos e informações reputacionais estruturadas, é possível fazer a gestão dos riscos em tempo real.

Saiba mais sobre a tecnologia AML Due Diligence, com recursos inovadores para avaliação de risco reputacional da sua instituição.

Processo de Due Diligence

Passos fundamentais de um bom processo de due diligence

Passos fundamentais de um bom processo de due diligence

A) Estabeleça uma conduta empresarial responsável: incorpore-a às políticas e aos sistemas de gestão da instituição

B) Identifique e avalie os impactos adversos em operações, cadeias de suprimentos e relações comerciais

C) Cesse, previna ou mitigue todos os impactos negativos

D) Acompanhe a implementação e os resultados

E) Comunique como os impactos serão tratados

F) Determine as ações para remediar os impactos quando necessário

Gestão de Risco e devida diligência

A gestão de risco auxilia nas ações de identificação e no gerenciamento dos riscos relacionados à negociação. Bem feita, tem como benefícios decisões estratégicas mais bem fundamentadas, agilidade e eficiência nos processos.

Para garantir eficácia na gestão de PLD-FT, é preciso seguir etapas previstas na metodologia Abordagem Baseada em Risco e a AIR, como:

Identificação dos fatores de risco
Inclui a avaliação de envolvidos na negociação, países ou áreas geográficas onde existe operação, produtos e serviços oferecidos, transações realizadas e canais existentes.

Avaliação de riscos
É a avaliação do risco e da qualidade dos sistemas e controles em vigor. São considerados governança corporativa, políticas e procedimentos, controles internos, eficácia na função de conformidade, treinamento e as boas práticas empregadas.

Supervisão e decisão
Requer indicação de supervisores proporcionalmente à exposição e de acordo com os riscos identificados.

Monitoramento e acompanhamento
Requer monitoramento e revisão com frequência dos riscos levantados para garantir a correta gestão de riscos da organização e do sistema.

Devida diligência: 4 desafios na gestão de riscos 

O risco financeiro de uma empresa está relacionado às perdas envolvendo suas transações comerciais. Elas podem ser motivadas por erros humanos, fraudes, deficiências em processos e práticas inadequadas relativas a clientes.

Realizar a gestão de riscos financeiros não é uma tarefa fácil. Existem alguns desafios que podem complicar tudo ainda mais. É  entender as incertezas relacionadas às operações de mercado e superar os obstáculos constantemente.

1. Cadastros incompletos
Procedimentos recomendados na relação com clientes e terceiros começam pelo cadastro. Dados incompletos prejudicam a aplicação de ações de due diligence. É importante que as informações do cadastro sejam verídicas e consistentes, permitindo a compreensão exata da origem de recursos, bens e valores.

2. Grandes quantidades de falsos positivos
Sistemas de prevenção a fraudes mal-calibrados apresentam altos índices de falsos positivos. Isso pode resultar na reprovação de bons clientes, impactar as finanças da instituição, além do gasto excessivo com ações desnecessárias.

3. Controles Internos ineficientes
Acompanhar o cliente ao longo do relacionamento exige métodos assertivos para avaliar o risco de cada caso. Esses processos devem ser realizados de maneira única e proporcional ao risco que a parceria representa.

Controles internos incompatíveis com o porte e volume de atividades ou operações da empresa podem resultar em um monitoramento inadequado. Também afeta as avaliações incorretas acerca da idoneidade de clientes, terceiros e o cumprimento de regulamentações e leis.

4.  Análise de grandes volumes de informações
Fazer a gestão de risco significa buscar citações na mídia, checar bancos de dados, consultar listas restritivas ou em processos judiciais. Este trabalho pode ser exaustivo, desempenhá-lo de forma manual é praticamente impossível.

A  melhor forma de garantir uma devida diligência mais eficiente é reunindo o maior número de informações possíveis sobre clientes e parceiros. É mais fácil analisar o risco envolvendo cada um deles e identificar indícios de prática de crimes financeiros.

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Avaliação Interna de Risco: o que é e como fazer em detalhes

Como colocar o due diligence em prática

Essa é uma ação fundamental para garantir maior segurança na execução dos negócios e para manter a prevenção aos riscos sempre eficiente.

Existem opções privadas que oferecem consultoria para aplicação do processo. Porém, uma equipe interna composta por especialistas de diversas áreas pode ajudar.

Os procedimentos investigativos do due diligence ocorrem em três momentos:

Primeiro: definir estratégias e analisar o cenário interno. Essa é uma investigação bem inicial, onde se busca identificar as características e especificidades do negócio com objetivo de conhecer toda a operação, e definir próximos passos. Os níveis organizacionais da empresa devem ser mapeados.

Segundo: é o momento de a equipe responsável reunir os documentos e as informações que forem necessários para o começo da análise. Dados externos, vindos de informações de órgãos municipais, estaduais e federais entram nessa etapa. É importante lembrar que a documentação varia de acordo com a finalidade da devida diligência. São analisado dados financeiros, operacionais, econômicos e jurídicos da organização.

Terceiro: a conclusão do due diligence envolve a produção de um relatório de entrega e plano de ação. Os resultados respondem aos objetivos da instituição, o que significa que a análise sobre a parceria com a PEP trará respostas e demandas diferentes.

É o momento de apontar os pontos positivos e negativos do negócio que foram identificados, categorização dos riscos, oportunidades, ações específicas para cada situação e como evitá-los.

Bureau reputacional

São conjuntos de dados relacionados a um determinado tema, estruturados dentro de um repositório que possa ser facilmente consultado. Trazem informações reputacionais, cadastrais, de crédito, produtos e serviços da instituição.

Equipes especializadas nas atividades de PLD-FT analisam e relacionam essas informações para enriquecer a base de dados. Futuramente, essas bases são utilizados para as decisões estratégicas focadas na gestão do risco e melhores práticas de prevenção.

Listas restritivas: descubra com quem sua empresa negocia

Reúnem informações reputacionais, nacionais e internacionais, com registros de pessoas físicas e jurídicas envolvidas práticas criminosas como lavagem de dinheiro, terrorismo e/ou se financiamento, trabalho escravo e crimes ambientais, entre outros.

Essas bases dão importante suporte nas ações e due diligence da instituição. O uso é essencial para evitar o envolvimento com atividades íntegras, prevenindo o risco reputacional, sanções, multas e inabilitação para operar.

No Brasil, existem listas oficiais voltadas para pessoas físicas e jurídicas, são aquelas publicadas por órgãos públicos. Há, também, listas privadas integradas a tecnologias. Elas dão mais agilidade à análise de colaboradores, parceiros, prestadores de serviços e no processo de aceitação de novos clientes.

Listas oficiais nacionais 

  • Lista da Transparência sobre Trabalho Escravo, atualizada pelo Ministério da Economia.
  • CEIS – Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, divulgado pela Controladoria-Geral da União.
  • Cepim -Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas, divulgado pela Controladoria-Geral da União.
  • CEAF – Cadastro de Expulsões da Administração Federal, divulgado pela Controladoria-Geral da União.
  • Cnep – Cadastro Nacional de Empresas Punidas, divulgado pela CGU.
  • Lista de Embargos e Autuações, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Listas oficiais internacionais

  • Lista OFAC, do Tesouro dos Estados Unidos
    Apresenta empresas, entidades e pessoas físicas com envolvimento direto ou relação com grupos de terroristas e narcotraficantes.
  • Lista Unidade de Inteligência Financeira dos EUA
    Trata das medidas especiais para instituições financeiras ou transações internacionais de preocupação primária com a lavagem de dinheiro.
  • Lista Organização das Nações Unidas (ONU)
    Conta com informações sobre pessoas que integram ou têm relação com o grupo terrorista Al-Qaeda.
  • Lista União Europeia
    Mostra a relação consolidada de pessoas, grupos e entidades sujeitas a sanções financeiras da União Europeia.
  • Lista Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU)
    Apresenta informações sobre pessoas e entidades sujeitas às medidas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU.

A importância de se trabalhar com tais listas está no fato de que elas indicam pessoas e empresas envolvidas com crimes econômicos e com o financiamento do terrorismo.

São ferramentas fundamentais para o processo de mitigação dos riscos regulatórios e de imagem, agilizando análises. Descubra a importância das listas restritivas na prática de PLD-FT.