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Comunicação ao COAF: conheça as diferenças entre automática e suspeita

É importante que as empresas e instituições conheçam os dois tipos de comunicação utilizadas pelos sistemas de PLD-FT: automática e suspeita. A primeira diz respeito a operações cuja natureza são de interesse da unidade de inteligência financeira, como um saque ou depósito em espécie no valor igual ou superior de R$ 50 mil, por exemplo. 

“São situações que não demandam análise de mérito. Aconteceu, comunica-se”, diz o diretor executivo da AML.” Já a comunicação suspeita pressupõe uma análise de mérito. Em todas as normas que regulamentam esse tipo de comunicação, os verbos estão sempre na condicional, ‘podem indicar suspeitas’ e ‘devem ser analisadas’. Se consideradas suspeitas, comunica-se ao COAF. Ou seja, você detecta, analisa e se tiver suspeição, envia”.

Os dois tipos de comunicações são importantes para a Unidade de Inteligência Financeira: a primeira da conta de operações que pela sua natureza são importantes para o trabalho de análise; a segunda relata situações atípicas que podem efetivamente indicar a ocorrência de lavagem de dinheiro e outros crimes.

Saiba mais sobre a importância da qualidade na comunicação ao COAF

“Um bom relatório de inteligência do COAF, enviado às autoridades de persecução criminal, deve conter uma mescla de ambos os tipos de comunicações. Não adianta só contar a história e não dizer qual foi o volume financeiro envolvido naquela situação suspeita. Da mesma forma, não adianta mandar uma planilha de dados seca, sem nenhum contexto. É como aprender física só por equação sem conhecer física teórica. Uma coisa não anda sem a outra”, exemplifica Cunha. 

Para auxiliar as pessoas obrigadas a realizarem comunicações com qualidade, sejam automáticas ou suspeitas, a AML oferece sua expertise aos comunicantes. Seja por suas ferramentas de monitoramento transacional e escoragem de risco de clientes e não clientes (AML Monitor e AML Due Diligence), seja com seus treinamentos online e in company de qualificação e atualização de profissionais que atuam na prevenção à lavagem de dinheiro ou mesmo oferecendo consultorias, com a participação de especialistas com longa experiência no tema.

Quer saber mais sobre como a AML pode auxiliar a sua empresa na realização de comunicações ao COAF? Entre em contato com nossos especialistas.

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Avaliação Interna de Risco em detalhes

Instrumento essencial para empresas e instituições que atuam na prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, a avaliação interna de risco ainda levanta dúvidas sobre sua aplicação, alcance e vantagens. Mas antes de detalhar seu funcionamento, é importante entender exatamente o que ela representa. 

“A Avaliação Interna de Risco é um estudo técnico que tem por objetivo identificar e analisar os possíveis riscos presentes no ambiente das empresas. E é de suma importância conhecer esses riscos para criar controles necessários de prevenção, principalmente quando falamos de instituições financeiras que atuam contra os crimes de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo”, contextualiza Luis Ramiro, diretor especialista da AML Risco Reputacional.

Seja por obrigações legais, como acontece com instituições do sistema financeiro e de outros setores enquadrados na Lei 9.613/98, ou por empresas interessadas em conhecer a fundo suas vulnerabilidades, a avaliação interna de risco sempre começa com um levantamento minucioso, técnico e profundo cujo foco é identificar e avaliar alguns pontos importantes e não exaustivos relacionados aos produtos e serviços da instituição e canais de comercialização. 

“Esse levantamento deve verificar como estão estruturados esses produtos, os controles existentes para identificar situações suspeitas, indicadores e acompanhamento para sinalizar a utilização na lavagem de dinheiro. Deve qualificar também os tipos de serviços prestados aos seus clientes, com o mesmo objetivo de prevenir e mitigar. Sobre os canais de comercialização, é importante avaliar se há mecanismos de controle, regras e relatórios suficientes e eficazes para a identificar os riscos envolvidos”, avalia Ramiro.

Depois de executado o levantamento prévio, é preciso avaliar os riscos aos quais a empresa está exposta em relação às regulamentações, como também seu apetite diante deles, submetendo o resultado dessa avaliação aos órgãos competentes da instituição para conhecimento e tomada de decisão. A partir desta definição é desenvolvido um plano de ação com as medidas necessárias para correção.

Não existe uma área específica onde o processo deva ocorrer, mas é indicado que sejam escolhidos departamentos técnicos, como de compliance, riscos operacionais ou auditoria interna ou externa. E para tornar a avaliação interna de risco mais eficaz e transparente, é indicado contratar uma empresa terceira para sua execução.

“A principal vantagem nesse caso é contar com uma equipe sem vícios dos fluxos, responsáveis pelo processo e modelo de funcionamento daquela instituição que está desenvolvendo a avaliação. E o mais importante: que seja escolhida uma empresa com know how e profissionais com experiência e conhecimento necessários para a realização deste levantamento e a emissão de um relatório preciso”, aconselha o diretor especialista da AML.

Quer saber como a AML pode auxiliar a sua empresa para a Avaliação Interna de Risco?  Entre em contato com nossos especialistas