ANS encerra as atividades da Medical Rio por denúncia de lavagem de dinheiro

Agência Nacional de Saúde (ANS) encerrou as atividades do plano de saúde Medical Rio, com sede em Niterói, após investigações da ‘Operação Pégaso’, deflagrada pela 78ª DP (Fonseca), apontarem irregularidades gravíssimas na operadora. De acordo com a delegacia, a empresa realizava um grande esquema interestadual de lavagem de dinheiro. A decisão da ANS, publicada no último dia 17 de abril, concede portabilidade especial aos beneficiários da Medical Rio para qualquer outro plano de saúde, desde que o plano da nova empresa seja compatível com as condições de contrato já firmadas com a operadora denunciada.

Os clientes têm até 60 dias para realizar a mudança e independente do tipo de contratação e da data da nova assinatura de contrato, não será necessário cumprir novos períodos de carências ou Cobertura Parcial Temporária (CPT). Caso o beneficiário ainda esteja cumprindo carência, deverá cumprir o período restante na nova operadora. A Medical Rio tinha cerca de 15 mil pessoas assistidas pelo plano e a decisão da ANS, já publicada no Diário Oficial da União (DOU), é inédita.

RECORDANDO A INVESTIGAÇÃO QUE CULMINOU COM O FECHAMENTO DA MEDICAL

Policiais da 78ªDP (Fonseca) descobriram a ação de uma organização criminosa que realizava esquema interestadual de lavagem de dinheiro de recursos desviados da saúde pública, de pelo menos quatro cidades do interior de São Paulo. Ainda segundo as investigações, o dinheiro foi usado na compra da operadora de Saúde Medical Rio, em Niterói. Durante a ‘Operação Pégaso’, realizada no último dia 15 de abril, os agentes cumpriram mandados de prisão contra sete pessoas, duas delas em Niterói e as outras cinco em São Paulo. Responsáveis pelo esquema, Luiz Teixeira da Silva Junior (foto) e sua esposa Liliane Bernardo Rios da Silva já haviam sido presos há duas semanas pela 78ª DP.