Tarso nega que PF tenha vazado conversas da família Sarney

O ministro Tarso Genro (Justiça) negou nesta terça-feira que o vazamento de conversas telefônicas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tenha partido da Polícia Federal. Gravações divulgadas pela imprensa mostram o peemedebista, o filho dele, Fernando Sarney, e a neta, Maria Beatriz Sarney, negociando uma vaga no Senado para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

"As divulgações feitas sequer são objeto de inquérito. Mostram apenas uma pessoa orientando para fazer contração por DAS [cargo em comissão, sem concurso público] de outra pessoa, o que é livre", disse Tarso.

O ministro afirmou ainda que só irá investigar o caso se for pedida intervenção da Polícia Federal. E ressaltou que, depois da aprovação de lei que permite ao investigado ter acesso ao processo, o sigilo da investigação acabou.

"Se trata de uma divulgação de informação. O segredo de Justiça praticamente terminou no Brasil, já que o investigado pode ter acesso ao inquérito. O segredo é meramente formal", disse.

Na última sexta-feira (24), o Ministério Público Federal no Maranhão pediu à PF abrir inquérito para investigar a divulgação de conversas telefônicas.

Ontem, o corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Hamilton Carvalhido, deu prazo de 48 horas para que o TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região informe as providências tomadas sobre o vazamento das conversas.

A assessoria do TRF-1 informou que o desembargador Mário César Ribeio, que responde pela corregedoria durante as férias do desembargador Olindo Herculano de Menezes, já prestou as informações.